segunda-feira, 5 de março de 2012

Ensaio geral parte 1 "ação"


e há o que se encarrega de limpar
de cuidar
e de sorrir
há o que vem florir-se
e deixar suas sementes
As texturas da vida se encarregam, se encaixam...
não se demoram


giane monteiro

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

é, talvez.

Talvez eu tenha mesmo esses espelhos da alma profundos demais. Provavelmente daí é que surge essa minha fixação pelas entrelinhas e não pelas palavras propriamente ditas. Pelo cheiro sem ter a flor propriamente materializada. Pelo sabor sem mesmo ter pelo que saborear; pelos tesouros que não de prata e nem bronze, mas de papeis e de expressões. Talvez por isso meus olhos tenham tanta sede pelas intenções que insistem em entrar e sair dos aposentos despercebidas. Cobertas com broderi's, pirlipimpim e renda... Talvez consistindo em quase nada. Escutando corações través dos olhos. Ardendo em sonhos. Sem certeza de nada.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um sorriso que enfrentou moscas.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Uma ultima pra lembrar, querer e amar

Estava ela como sempre "na janela", pensando e refletindo sobre seu ano, sobre sua performance de saudades dele... sobre os quadros que gastou de tanto olhar e olhar e olhar. Ao ouvir um barulho estranho que se assemelha com cartas sendo colocadas na caixinha de correio. -EI! Não era semelhança não, é verdade! Chegou carta! Corre, desce, trupica, passa por cima, o cachorrinho vem atrás, o vento aumenta nos cabelos, mas ela não pode parar, até chegar. Pegou nas mãos e sente a energia correr entre os nervos que embaralha a "vista" se apoia na própria perna e lê o remente. Não pode ser! Ele teve tempo, ele escreveu... ele ele... ele, Paris! Eu preciso te ler.

Aproximo bem próximo dos olhos que já são próximos e deixo o cheiro e a letra bem próximo pra ficar próximo ao próximo suspiro. Se dá tão bem com as palavras, pena que escreve tão pouco, mas ainda bem que pouco que escreveu foi para mim. *.* E começa dizendo como ele é vago sem mim...
... como estou me sentindo sem uma das articulações, daquelas que pulsão, que vc sente que está vivo. Sinto saudade da música que ouço quando ao longe a sombra percebo que és tu. A falta que faz teu sorriso ao chegar e mencionar que este é pra sempre o seu lugar. Paz ao abraçar. Bocejo ao lembrar que as horas passam e niguém as percebe. Ao estilhaçar do riso bom atravessando meu corpo e me lembrando que a felicidade existe e se chama Helène, e esta depois do mar de mim, depois de águas sem mim. A dor que vem e se instala fazendo carícias na saudade e me deixando a beira do ermo destino, sem saber o que fazes, com quem andas, o que pensas e como tem entoado teu canto. Prefiro guardar meus risos, meus tons, meus ventos e timbres, minhas velhas manias pra quando você voltar, pra quando eu te ver outra vez, até lá não me desperdiço, não me desfaço, não me gasto. Apenas te espero. Como um sempre sonho bom. Despertas o que há de mais sagrado, uma pureza límpida com brilhantina, eu quero apresentar-te. Vejo você ao meu lado nas melhores ruas da minha lembrança, na ponte e seu olhar parado com o notre-dame, tenho um retrato seu no peito junto com o point zero... o ponto de tudo, o ponto da nossa história que nunca termina, que se escreve, que se lê, que se canta.. que se encanta, que eu canto, que eu te amo. E que te espero nessa temporada. No que se segue o envelope, sua passagem àerea, vem logo. E a outra bem, essa outra eu te explico aqui.

Envelopada de lágrimas, desfaço toda linha raçuda de pensamento que sobrou pensando que seria um tempo dificil, o presente do céu chegou, já me vejo descendo e pisando em minha terra, vou poder sair desta janela e reviver, vê-lo. Tê-lo. 

Preciso tomar uma atitude - arrumar as malas. E já agredecer o 2012. Será um bonito inicío.


Um bonito Início.


{Lembrando que este é apenas um dos romances em forma de contos separados que escrevo, crio, e reescrevo e as vezes apago também, e que muitas vezes não publico. Nada relacionado com minha vida ou com a experiência da minha vida, sempre partem da utopia da minha psique juntamente de mãos dadas, isso mesmo, com a imaginação e com a sede por histórias bonitas. Histórias de amor puro. Este ano foi de grande avaliação por permanecer aqui ou não, entre tantos vai ou fica, resolvi permanecer e a partir do ano que se seguirá manter ativo e constante o que de minha particularidade tem criado pernas, os contos, por fim, que venha em paz o que 2012 trouxer.}
Abraços muitos há quem sempre com gosto dá-se o prestigio de passar aqui.

Giane Monteiro, a que conseguiu abrir a gaveta.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ainda assim

"Mas ainda é possível ouvir estrelas.
Deixar que nossa luz nos oriente.
Ainda podemos rir como se a alegria fosse nosso melhor adereço.
Acredito que pés descalços é o luxo da alma.
Que estar perto é menos físico que a gente pensa.
Que olhos falam, palavras estragam, e silêncio grita.
Que a gente quer amar pra sempre, abrir o peito, recitar poema, sem se preocupar com o que os outros pensam.
Sei que o que mais vale a pena é chamado de coisa pequena, que vira importante quando a gente deixa de achar que é grande."

Grande, Renata Fagundes!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

hm, só mais uma coisa!

... e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez' ". Metâmeros

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

poin zero des routes de France
















- Eu amo Paris - digo
- E tenho certeza de que Paris a ama também

sábado, 3 de dezembro de 2011

Clarine...


Bom, agora já podem soar... eu os permito!
*.*

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ando escrevendo versos gélidos e irritados, expressando a bagunçinha de dentro. Nada mais do que gavetas abertas com meias penduradas, fotografias fora de album, e o urso de pelúcia de ponta cabeça. As cartas que caíram da caixa, que eu não junto mais, ao menos não me deu vontade de arrumá-las, é que se eu for chegar perto vou lê-las... e não quero isso, não mais agora, não mais nesse tempo. Quero dizer um chega pra tanto abre e fecha dessa gaveta, pra tanto abre e desabre dessas mesmas cartas, não tem mais nem cola pra ficarem fechadas. E por esse motivo, por faltar cola, se abriram... e mais gente leu. E acho que é isso que não deixa eu querer ficar neste quarto... é saber que aquilo que era singular hoje é plural, que o que era forte hoje é frágil.     
- Apago a luz, fecho a porta, descanço a respiração, e penso quando vou ter coragem pra arrumar tudo, evito, por que sei que muitas coisas precisam ir fora. Um sentimento de pena invade, atropela tudo e não seguro as palavras: - Não era pra ser assim, e o pior de tudo é que existe um culpado.

Das séries que mofavam nas gavetas, atualizadas para um tempo real,
e oportuno.
Giane Monteiro, a que não gosta daquela gaveta.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Andando

sem paciência pra MUITA coisa, e olha que já nem fazem tanta diferença assim. Pra mim princípio é princípio e quando entenderem o que é eu volto a dar enfâse... enquanto isso minha paciência vai sendo consumida.

Explicações pelos dias sem postagem, já fiquei muito mais tempo sem postar, mas esse final de semana ao abrir minha caixa de email e ver um lá perguntando quando o sinta toda liberdade encheria seus olhos novamente, me senti na obrigação de devolver o porquê dos dias ausentes. Muitos dias que prefiro não entrar na internet e destinar minha energia para o ambiente acadêmico, dentre todas as demais coisas tem o meu Relatório de Estágio que é a parte final do projeto e que exige força maior... mas há boas notícias, esta chegando novos ventos por aqui.

Agradeço aos tesouros que me abençoaram no mês de outubro com riquezas de letras!

- Ana e o beijo Francês
- Mil dias na toscana
- De genio e louco todo mundo tem um pouco
- Nunca desista dos seus sonhos

Agora é decidir por qual começar!
E se eu bem me conheço vai ser é Já!
ENTÃO companheiros se eu não comparecer por muito tempo chamem a nasa posso ter entrado em alguma história e por lá ter ficado! [muitas vezes é essa minha vontade]

ventos e sorrisos!