domingo, 16 de setembro de 2012

Vale o orvalho!

Eu penso no som em que o orvalho faz ao escorrer pela flor quando acorda. Penso se ela pudesse falar o que diria a ele...  qual o som que ela o corresponderia, ou que expressão faria. Não sei ainda, tenho quase certeza que se ela tivesse olhos os fecharia docemente, tornaria o tronco para a esquerda e de leve um sorriso meio sinfônico apontaria a gratidão de ser acordada pelo orvalho de todos os dias, com cóssegas nas maçãs que provocam gargalhadas inaudíveis.
Pois cada dia é um som, um movimento... uma voz. E é o que torna especial. Dá graça ao acordar e a saudade no deitar - Porém, logo se encontrarão novamente! É a esperança de todas as manhãs quando ele se vai e dá lugar ao sol...




De um momento ao sentimento, do timbre a lágrima, da lembrança o ruído... da musica ao orvalho!
Foi assim que chegamos até a aqui.
Doçura do acaso!
Giane V. Monteiro

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