Desencontro presente, há em nós, só silêncio. Quisera ser intima do destino, e delinear tua caminhada nos mesmos rumos da minha, pelo menos, por um dia inteiro de sol. Por um dia inteiro a sós e dançar, e dançar... dançar...
sábado, 31 de agosto de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
surprise
Agora tudo refazia o sentido. Acabou os fantoches e criações imaginárias, o balão de pensamento ficou encorpado e ligeiramente embotado pela surpresa do acaso, da vida, do destino. Ao mesmo que lançava-se um olhar de "está acontecendo" o medo fazia a curva em uma das vias intestinais dando-lhe um sinal de "é loucura". A carta onde continha o seu coração, quando decidiu reconhecer que os olhos ensaiaram não mais ver uma cidade apenas, mas um companheiro junto à esse amor français, porém era um fruto imaginário com respostas não imaginárias, eram mais de 117 cartas recíprocas, com conteúdos típicos de humano. Para não se perder, em um de seus equívocos comportamentais casuais Hellène escreveu para a frança, declarando a sua admiração pela contemporaneidade que acerca as ruas, casas, parques, lagos e detalhes incríveis desde lugar: a França. Este comportamento impulsivo levou a personalidade épica da jovem a escrever simultânea vezes e enviá-las.
Onde chegaram, ela não fazia ideia. Até que um dos escritos simplórios foi respondido, de maneira poética, pontual e profunda. Ela jamais esqueceria a reação, a tensão e os diamantes que pulavam dos olhos ao ler. A cidade do seu coração havia lhe respondido. Criou-se um ninho fantasioso de esperanças entrelaçadas no carinho dedilhado por tinta e papel, até que na última carta respondida apareceu um nome. Um nome diferente da corriqueira assinatura fazendo par com o espanto por parecer saber tudo até aqui, e no entanto não saber apenas mais do que o nome de alguém que se envolveu na maior aventura de Hellène.
Pelo que havia então se apaixonado? Pela cidade que em uma condição anômala lhe responderia? (que loucura!) ou por um desconhecido que a a aceitou como era e embarcou em um simples sim, para lhe acarinhar de tão longe com sábias e envolventes palavras. Já não sabia mais. O momento era de saber como e porquê alguém tomaria essa causa como sua e como aceitou permanecer tanto tempo respaldando uma desconhecida que agora pairava-se no chão olhando para o teto sem saber qual nó de madeira focar.
Ela tinha um nome e um local Filatelia labre que logo em suas pesquisas ansiosas descobriu um lugar onde cartas endereçadas erroneamente eram depositadas e ali fungos se aproveitavam e sabe-se lá o que depois ocorria. Pessoas de todas as partes poderiam pegá-las ( Logo pegou a sua caderneta de coisas para fazer e anotou esse lugar, já pensou quantos tesouros encontraria ali? Olhos brilhando, mas precisava gastar energia com outras coisas agora, volte Hellène), e o nome estranho se encarregou de encontrar todos os meus letreiros sem destinos, respondeu um a um, que confusão, quanta poesia, que mar de pensamentos, não seria possível! Alguém como ela, de espirito sensível... sem saber, sem questionar, apenas preocupado em doar, em multiplicar-se em palavras. Acorda Hellène, vamos... não é nada disso. Deixou de focar o teto e viu a caixa das cartas uma a uma, leu todas, inspirando-se em um medo arrebatador. Pensando se responderia ou não, afinal ela já estava lá. Foram dezesseis meses depositando pequenices e grandiosidades da alma para um achado como esse, no fundo da razão ela compreendia que alguém humano respondia, porém agora ela tinha certeza! Não sabia o que pensar mais, apenas precisava ir até a torre e pedir para que ela estivesse de braços abertos, pois ela estava chegando.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
Para este outono..
Quando recebi, brilhei... o maior romance Romeu e Julieta. Foi me entregado a partir da leve pergunta que me faço a cada entrada de estação, como esta... "Quem encherá de primavera o meu outono?" Que seja a entrada de mais amor, pureza, transparência e entrega.
"Quem é aquela dama que dá a mão ao cavalheiro agora? Ah... ela ensina as luzes a brilhar! Parece pender da face da noite como um brinco precioso da orelha de um etíope. Ela é bela demais para ser amada... e pura demais para esse mundo! Como uma pomba branca entre corvos, ela surge em meio as amigas. Ao final da dança, tentarei tocar sua mão, para purificar a minha. Meu coração amou até agora? Não, juram os meus olhos. Até esta noite eu não conhecia a verdadeira beleza." Livro - Romeu e Julieta. Ato em que Romeu refere-se a Julieta. A primeira vez que a vê. "
Neste portal outonal desejo com força: força aos sonhos, aos desejos, ao sentir!
Pois, o amor para mim sempre vai ter cara de primavera *.*
Pois, o amor para mim sempre vai ter cara de primavera *.*
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
"Não sabia ainda o que fazer, teria que arrumar as malas ou escolher permanecer na janela onde sempre leu e releu as palavras todas que até dado momento eram partes isoladas de uma dócil fantasia que preenchia os reais buracos que a realidade tivera feito ao longo dos anos. Teria que pensar no que dizer, afinal quando se escreve tudo é um pouco transformado, pois depende da janela dos olhos de cada um, e agora não mais, dois pares de janelas se encontrariam e alguém precisava falar algo e na verdade eu teria muito pra falar só não sabia como... e se conseguiria. Teria que reunir todas as cartas, os mimos e os medos, colocá-los em uma sacola e partir. Ou... deixá-los onde sempre viveram, felizes até aqui, na gaveta. "Felizes até aqui?" Eu pensei isso mesmo? Sempre me perguntei se isso tudo poderia ser verdade, cada promessa, cada palavra de esperança me fizeram chorar por noites pensando PORQUE ISSO TUDO NÃO É REAL? E agora por um relance, descubro que existe você, que tu és, que tu vens e que tu queres chegar ao mesmo lugar que eu, e porque é tão difícil ir? Descubro então de que como as fantasias são confortáveis, sou quem eu quero ser e faço o mesmo de você. Então essa equação torna-se complexa quando estou a ponto de descobrir o resultado e resolvo talvez parar, parar por aqui. Como vou encarar algo que não foi eu quem criei? Até aqui eu sabia tudo sobre você, suas ruas, suas praças, as lajotas, tuas pontes, quantos são os cadeados na Léopold- Sédar Senghor, os teus sorrisos, pois foi eu quem os coloquei ali em todas aquelas formas de amor. Enquanto penso em tudo isso, percebo que já estou a horas repetindo os mesmo movimentos com a escova em meus cabelo fitando-me no espelho, uma imagem parada. Eu preciso fazer algo por mim. E entender que não sou sozinha nisso, que agora preciso fazer algo por nós. Te convidar para entrar e ver as coisas que mudei de lugar só para te encontrar, as nossas possibilidades. Lembro-me de ter pensando quando li tuas primeiras linhas "Será este o início da felicidade? É assim que ela começa?" Nunca me ocorreu que não seria, era aquele momento como esta sendo com este. Embora eu me abrace em meus receios e temores, eu quero essa lembrança, eu quero você amortecendo os meus socos e me fazendo comprar mais vestidos... me fazendo feliz. Que a minha esperança permaneça e que a tua coragem traga graça e o gosto para essa história continuar. E seja o que Deus quiser."
Pensamento flutuante de Hellène. Tudo esta a ponto de mudar. Vamos torcer juntos por ela?
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Via Jé Ferreira
"- Mas o que quer dizer este poema? - perguntou-me alarmada a boa senhora.
- E o que quer dizer uma nuvem? - respondi triunfante.
- Uma nuvem - disse ela - umas vezes quer dizer chuva, outras vezes bom tempo..."
(Mario Quintana)
E quando já se esta toda molhada: - Será que pode ser então mais chances para o bom tempo?
Que assim seja!!
- E o que quer dizer uma nuvem? - respondi triunfante.
- Uma nuvem - disse ela - umas vezes quer dizer chuva, outras vezes bom tempo..."
(Mario Quintana)
E quando já se esta toda molhada: - Será que pode ser então mais chances para o bom tempo?
Que assim seja!!
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